Meu bom algoz

30 de maio de 2012 § 6 Comentários

Não há amor que resista a indiferença
Nem paixão que supere o desmazelo
Suas escolhas me afastaram da sua presença
Sem fraquejar, você não atendeu ao meu apelo

Uma sentença de dor, em mim, foi lançada
Não havia clemência e compaixão que me iludia
Já conformado com aquela vida amargurada
Me perguntava a razão da sua covardia

Apesar de tudo, me apegava àquela lembrança,
Quando, sozinhos, o meu carinho você pedia
O seu toque, ainda, guardo como herança
De toda a entrega a que me propus naquele dia

Hoje, eu sei, você não vale o sofrimento
De alguém que já te quis tanto bem
Mas não me arrependo e nem mesmo me lamento
Por me deixar ser envolvido por alguém

Onde estou?

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